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INTRÓITO
Sandro Moreira foi o botafoguense mais
interessante que tive o prazer de conviver. Pessoa agradável,
inteligente, irônico, amigo fiel. Jamais ouvi alguém
falar mal do Sandro. Ao contrário, todos os seus
amigos e pessoas que com ele conviveram o admiravam muito.
Jornalista competente, trabalhou durante muitos anos no
Jornal do Brasil. Viajou diversas vezes com o time do Botafogo,
na época de Garrincha, Didi, Quarentinha, Zagalo,
responsável pela cobertura jornalistica do Botafogo.
Viajou, também, diversas vezes com a Seleção
Brasileira, sempre dando cobertura jornalistica.
Era um homem puro, honesto e muito desligado
das coisas materiais. O Sandro sequer sabia qual era o seu
salário. Tenho muitas boas lembranças deste
querido amigo. Deixou muitas saudades.
Abrimos este espaço para mostrar
algumas histórias deixadas no livro "HISTÓRIAS
DE SANDRO MOREIRA", publicação da Editora
JB, que guardo com muito carinho e que sempre me faz lembrar
deste saudoso botafoguense, símbolo de um verdadeiro
amor pelo clube. Saudades eternas amigo.
Vinicius Bicalho.
HISTÓRIAS DE
SANDRO MOREIRA
Jogavam
o Tinguá e o Esperança, briosas equipes do
interior cearense. Soprando o apito o presidente do Tinguá,
coronel Fagundes, aliás promotor do amistoso, parte
das festanças comemorativas de seus 60 anos. Jogo
duro, igual até a meia hora do segundo tempo. Aí
o Esperança tomou conta do campo, obrigando o coronel
a usar e abusar de uma parcialidade escandalosa.
E
eis que, aos 42 minutos, o centroavante visitante dribla
os zaqueiros e parte veloz para o gol. Silva o apito do
coronel. O que foi ? perguntam os do Esperança.
--- Excesso de velocidade.
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Mas isto não existe.
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Passa a existir. Vocês são bestas. Então
pensam que eu convido, pago o ônibus, dou almoço,
cachaça e cerveja para depois deixar saírem
daqui calmamente com a taça comprada também
com o meu dinheiro? Ora sebo.
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