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Para o Botafogo, o jogo deste domingo teve mais do que 90 minutos.
Após o apito final, a revolta dos alvinegro em relação
à arbitragem de Rodrigo Martins Cintra foi colocada para
fora. O técnico Estevam Soares repreendeu o juiz, que foi
abordado por membros da diretoria ao descer para o vestiário
após o empate por 3 a 3 com o Grêmio.
As reclamações foram em relação ao
segundo gol do Grêmio, no qual a bola saiu pela linha de fundo
antes do cruzamento de Mário Fernandes. Além disso,
o Botafogo se queixou da não marcação de um
pênalti, num lance que a bola tocou no braço de Adílson
dentro da área, após chute de Thiaguinho.
Rodrigo Martins Cintra foi cercado por integrantes da diretoria
alvinegra e precisou ser escoltado por policiais e seguranças
do Botafogo para chegar com segurança ao vestiário.
Antônio Carlos Mantuano (vice geral), Cláudio Good
(vice de finanças), André Silva (vice de futebol)
e Manoel Renha (colaborador) eram os mais exaltados. Não
foi registrada qualquer agressão, a não ser a verbal.
Em seguida, o presidente alvinegro, Maurício Assumpção,
fez questão de falar sobre o incidente.
A nossa indignação tem justificativa, mas o que talvez
possa ser lamentado foi a reação na descida do túnel.
Desci rapidamente para controlar a situação e conter
os mais exaltados. Sabemos que não se justifica, mas o árbitro
não foi agredido ou empurrado.
Assumpção disse ainda não temer que o relato
do árbitro na súmula sobre o que aconteceu possa prejudicar
o Botafogo na sequência do Campeonato Brasileiro, no que diz
respeito à Justiça desportiva.
Ele não pode colocar na súmula que houve mais do
que um tumulto na saída do vestiário, e que Botafogo
e polícia mantiveram sua integridade física. Não
houve nada mais do que isso
Fonte: Globoesportes.com
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