Se
deu bem quem levou a sério. Mesmo em situação
cômoda pela boa vitória na primeira partida, o Botafogo
entrou em campo com seu time titular e não teve problemas
para fazer 5 a 2 sobre um Atlético-MG cheio de garotos, nesta
quarta-feira, no Mineirão. Com isso, garantiu vaga nas oitavas-de-final
da Copa Sul-Americana, na qual vai enfrentar Deportivo Cali ou América
de Cali, ambos da Colômbia.
O resultado também consolidou a hegemonia do Botafogo sobre
o Atlético. Agora, são 14 partidas e quase sete anos
de invencibilidade do time carioca sobre o adversário (nove
vitórias e cinco empates). O Alvinegro também chegou
a 11 jogos invicto na temporada de 2008.
Por ter vencido por 3 a 1 a primeira partida, no Engenhão,
o Botafogo começou a partida de forma displicente. Assim,
nos primeiros minutos sobressaiu a correria do jovem time do Atlético,
que impôs um ritmo forte e aproveitou as falhas da defesa
alvinegra. Aos oito minutos, Castillo fez uma defesa importante
depois que Jael criou boa jogada pelo meio da área e tocou
para Pedro Paulo, que chutou à queima-roupa.
Lenílson levou perigo aos 11 minutos, mas Renato Silva cortou
o passe no momento da conclusão de Jael. E no primeiro foi
só. O Botafogo acordou e tomou conta do jogo, usando como
principal arma o toque de bola em velocidade.
E essa superioridade se transformou em gol aos 21 minutos. Depois
de cruzamento de Triguinho pela esquerda, Luís Gustavo tirou
a bola para o meio da área. Lá estava Lucio Flavio,
que pegou de primeira e fez um golaço, acertando o canto
direito do goleiro Edson.
Em seguida, Jorge Henrique passou a ser preocupação
porque mostrou ter sentido uma dor muscular. Mas tudo não
passou de um susto. Prova disso é que o atacante, que nesta
quarta-feira completava 100 partidas pelo Botafogo, fez uma bela
tabela com Diguinho, recebendo do volante um toque nas costas da
defesa atleticana. Ele cruzou rasteiro para Lucio Flavio, que estava
no meio da área para completar e fazer o segundo, aos 26
minutos.
Atlético marca, mas Botafogo mantém o ritmo
Com a situação praticamente resolvida, o Botafogo
diminuiu o ritmo até o fim do primeiro tempo. Mas não
tinha acabado. A equipe voltou para o segundo tempo sem Thiaguinho
e Diguinho, poupados, substituídos por Alessandro e Zé
Carlos, respectivamente. Cheia de gás, a equipe marcou o
terceiro logo a um minuto.
Zé Carlos avançou pelo meio do campo e rolou para
Jorge Henrique. O atacante mostrou mesmo não sentir qualquer
problema físico: encheu o pé direito e acertou o ângulo
esquerdo de Edson, que ainda tocou na bola antes de ela entrar.
Alguns minutos depois, ele ainda sofreu um pênalti de Serginho,
que acertou um tapa em seu rosto dentro da área. No entanto,
o árbitro Evandro Rogério Roman nada marcou.
Restava aos garotos do Atlético correr para honrar a camisa
do clube, que aliás era comemorativa ao centenário,
nas cores dourado e preto. E o gol dos mineiros aconteceu aos 15
minutos, depois que Renan chutou de fora da área e Castillo
falhou ao não conseguir segurar a bola. O rebote ficou com
Lenílson, que empurrou para a rede.
Mas o Botafogo não relaxou, e logo mostrou que estava disposto
a vencer por uma boa vantagem. Com o Atlético indo ao ataque,
aumentaram os espaços para o Alvinegro. Assim, Alessandro
fez um belo lançamento para Gil pelo lado esquerdo. O atacante
recebeu e teve tempo para dominar e olhar o posicionamento dos companheiros
na área. Achou Carlos Alberto, que, livre, cabeceou para
fazer o quarto gol.
Sem motivos para torcer, os poucos torcedores do Atlético
que permaneceram no Mineirão resolveram ironizar, gritando
"olé" quando a equipe tocava a bola e entoando
o coro de "é campeão", mesmo sabendo que
a equipe perdeu a última chance de conquistar um título
no ano de seu centenário.
O Botafogo ainda teve a chance de ampliar o placar aos 35 minutos,
depois que Jorge Henrique sofreu pênalti de Serginho, que
foi expulso. Escolhido para fazer a cobrança, Gil chutou
muito longe do gol de Edson. Não satisfeito, o atacante logo
em seguida caiu sentado na área ao tentar dominar a bola
dentro da área, quando Carlos Alberto estava livre para receber.
Mas Lenílson fez o certo. Aos 36 minutos ele recebeu a bola
na entrada da área, numa falha da defesa alvinegra, e chutou
colocado para fazer o segundo gol do Galo. Mas o Botafogo ainda
fechou o placar aos 41 minutos, depois que Carlos Alberto cobrou
um escanteio, e Leandro Almeida cabeceou contra, pressionado por
Gil.
Fonte: Globoesportes.com
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