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‘How are you?’: Felipão e Joel protagonizam um duelo à parte.

 

 

 


Treinadores se cumprimentam em inglês, sofrem e festejam com Palmeiras e Botafogo no empate por 2 a 2 no Pacaembu.

 

 

 

 
 

"How are you?". Não era um estádio em terras britânicas ou um campeonato internacional. Mas o "como vai", em inglês, marcou o encontro de Luiz Felipe Scolari e Joel Santana na noite desta quinta-feira, no Pacaembu. A pergunta do técnico palmeirense foi recebida pelo rival botafoguense com sorrisos, dois beijos carinhosos na bochecha e um abraço afetuoso. Mas a resposta, fosse o comandante alvinegro questionado depois da partida, seria algo como "not that bad" – não tão mal.

A resposta de Joel Santana é compreensível. Os 2 a 2 com o Palmeiras não lhe davam motivos para sorrir, para respostas mais animadas. Mas também não era algo tão ruim, visto que o time carioca chegou a estar perdendo por 2 a 0 e fechou a décima rodada com 11 pontos, na 15ª colocação. Posição de alerta na tabela.

Felipão também ainda não conseguiu respirar aliviado. Depois da derrota para o Avaí (4 a 2) na sua estreia, o treinador teve um reencontro melhor com a sua torcida na nova casa. Mas o empate tirou do time a chance de encostar no G-4 do Brasileiro – tem 13 pontos, no décimo posto.

Técnicos com passagens marcantes no futebol internacional Felipão (ex-seleçao portuguesa e Chelsea) e Joel (antigo técnico da África do Sul) são amigos e se respeitam muito. Antes da partida, trocaram elogios como “Que bom que você voltou para o Brasil, Felipão”. Ou declarações curiosas: “Meu menino te mandou um abraço. Agora você é que é o ídolo dele e não mais eu”, respondeu Scolari.

Fora de campo, eles chamaram a atenção. Apesar de ser espalhafatoso em seus gestos, Scolari parecia mais contido. Nos gols de Lincoln e Kleber, vibrou um pouco e, logo depois, tratou de orientar o time. Joel Santana, por outro lado, não poupou encenações com abraços e a quase inseparável prancheta. E não deixou de cobrar do time, mesmo com os gols de Jobson e Antonio Carlos – corria de um lado para o outro.

Ambos deixaram o banco de lado e preferiam ficar mais perto do time, na linha limite do campo, impacientes. Cada um, ao seu estilo, divertia quem procurava as suas reações a cada lance.

Joel, por exemplo, gritava muito. Quando viu Antônio Carlos caído no chão depois de sofrer falta na primeira etapa, reclamou: “Levanta! Levanta logo e vai para cima! Não dá espaço!”.

Felipão preferiu o papo mais ao pé do ouvido. Chamou Armero para um papo rápido no primeiro tempo e cochichou com Lincoln na segunda etapa.

As reações também foram distintas nas expulsões de Jobson e Marcos Assunção. Enquanto Felipão se mostrou mais compreensível, pelo menos na frente da torcida, Joel não poupou os gritos ao botafoguense.

No 2 a 2 de Palmeiras e Botafogo teve gestos em excesso, com Joel, e os mais contidos, com Felipão. Apesar das diferenças durante a partida, o apito final mostrou a mais cena do início do jogo: abraços e beijos entre os “friends” ou “amigos”, em português ou inglês.

Fonte: Globoesportescom

 
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