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Em partida com arbitragem confusa, Botafogo e Náutico apenas empatam.

 


Quatro lances mudam o rumo do jogo, e confronto nos Aflitos mantém cariocas e pernambucanos na zona de rebaixamento.

 


 
 

Pênalti inexistente, gol em impedimento, outro mal anulado e uma cotovelada desleal foram apenas alguns dos ingredientes do empate em 2 a 2 entre Botafogo e Náutico, na noite desta quarta-feira, no estádio dos Aflitos, no Recife, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Três dos lances prejudicaram o time carioca, que com o resultado permaneceu na zona de rebaixamento da competição, com 12 pontos e em 17º lugar, com um jogo a menos. Os pernambucanos, que seguem na lanterna, com dez, foram prejudicados em apenas um.

Os erros causaram grande revolta nos alvinegros, que ainda tiveram o volante Fahel expulso corretamente na etapa final. Gilmar marcou os gols dos anfitriões, que aproveitaram o desequilíbrio do rival em parte do segundo tempo para virar o marcador. Juninho e Reinaldo balançaram a rede para os cariocas.

Na próxima rodada, o Botafogo vai encarar o Internacional, sábado, às 18h30m, no Engenhão. No domingo, o Náutico pega o arquirrival Sport, na Ilha do Retiro, às 16h - o clássico pernambucano comemora cem anos.

Juninho marca um golaço e coloca o Botafogo em vantagem.

Logo aos dois minutos, o Botafogo teve a sua primeira chance no jogo. André Lima disputou lance com Vágner Silva e ganhou na cabeçada. A bola sobrou para Túlio Souza, que chutou de primeira, rente ao travessão de Eduardo. Aos sete, Lucio Flavio cruzou da direita no pé do meia Renato. O jogador finalizou de primeira e acertou a rede pelo lado de fora.

Aos 14, o Náutico assustou os cariocas pela primeira vez. Galiardo passou por Batista e cruzou com força. Carlinhos Bala tentou cabecear, mas Wellington se antecipou e fez o corte. Na sequência, a zaga do Botafogo afastou o perigo. Sete minutos depois, o Alvinegro abriu o marcador. Lucio Flavio cobrou escanteio na entrada da área para Juninho. O zagueiro ajeitou o corpo e acertou uma bomba para marcar. No lance, o atacante André Lima, em impedimento, atrapalhou o goleiro Eduardo ao deixar a bola passar por entre as suas pernas.

Aos 23, o volante Johnny deu uma cotovelada desleal em Lucio Flavio na frente do árbitro José Henrique de Carvalho, que nada fez. O jogador alvinegro, que ainda levou uma dura do juiz, deixou o campo com o rosto sangrando bastante. Os cariocas seguiram melhor na partida, mesmo atuando fora de casa. Aos 30, Carlinhos Bala arriscou de fora da área, e Castillo defendeu no meio do gol.

Quatro minutos depois, Juninho assustou o Náutico mais uma vez. O zagueiro bateu falta da intermediária, e o goleiro Eduardo fez uma bela defesa, espalmando para o meio da área. Impedido, Fahel pegou a sobra e tocou para Túlio Souzar marcar. O gol foi anulado corretamente pelo árbitro. Aos 37, Anderson Santana quase empatou para os pernambucanos. O lateral-esquerdo chutou, e a bola passou à direita de Castillo.

Após gol mal anulado do Bota, Náutico iguala o jogo.

O Náutico foi o primeiro a assustar na etapa final. Aos seis, Carlinhos Bala cobrou falta da entrada da área, e a bola passou por cima do gol de Castillo. Três minutos depois foi a vez de Lucio Flavio. O meia bateu da intermediária na cabeça de André Lima. O atacante desviou, e a bola sobrou para Fahel, que tocou para para ampliar o marcador. O árbitro atendeu o aceno equivocado do auxiliar e anulou o lance, revoltando os alvinegros.

Aos dez, os pernambucanos quase empataram. Johnny cabeceou, e Castillo se esticou todo para salvar. Um minuto depois, o árbitro assinalou uma falta inexistente de Renato em Anderson Santana dentro da área. Pênalti mal marcado que Gilmar cobrou para empatar a partida. O gol acordou o Náutico, que partiu para o ataque para tentar a virada.

E os donos da casa atingiram o seu objetivo aos 22. Aílton cruzou da esquerda para a direita, e a bola sobrou para Carlinhos Bala. O jogador levantou a cabeça e aproveitou a bobeada de Juninho para tocar na cabeça de Gilmar. O atacante só teve o trabalho de escorar para virar o marcador.

Aos 28, os pernambucanos perderam uma ótima chance de ampliar o placar. Ailton fez uma linda jogada e passou por dois adversários. O meia invadiu a área e tocou na saída de Castillo. Leandro Guerreiro salvou o time alvinegro quando a bola ia entrando. Três minutos depois, o Botafogo empatou. Juninho cobrou falta da intermediária, e goleiro Eduardo não conseguiu segurar, e Reinaldo aproveitou o rebote.

Logo após o gol de empate, Fahel, que já havia recebido um cartão amarelo por reclamação no lance do pênalti, fez uma falta na entrada da área em Ailton. O árbitro não pensou duas vezes e expulsou o volante alvinegro. Recuado para segurar o resultado, o Botafogo não assustou mais os rivais, que não conseguiram vencer dentro dos seus domínios.

Fonte: Globoesportes.com

 

 

 
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