Após
15 dias de viagem, Leandro Guerreiro retornou ao Rio de Janeiro,
na tarde desta segunda-feira já pronto para seguir a Porto
Alegre, onde passará o Natal. Na bagagem, além das
compras, existe o interesse do Cruzeiro, que iniciou uma conversa
com o Botafogo sobre a possível contratação.
O volante, entretanto, garante que, por enquanto, certeza mesmo
é o email enviado pela diretoria alvinegra: reapresentação
no dia 5 de janeiro, em General Severiano.
Com contrato até o fim de 2012, Leandro Guerreiro
tem multa rescisória estipulada num valor pouco acima de
R$ 1 milhão. Mas o volante garante que por dinheiro algum
pediria para sair do Botafogo. A saída de Lucio Flavio poderá
fazer com que, na próximo ano, a responsabilidade seja ainda
maior e a paciência dos torcedores, ainda menor. Mas o volante
deixa claro que não será por esse motivo que deixará
o clube que defende há quatro temporadas e pelo qual disputou
222 partidas.
O Cruzeiro chegou a propor uma troca com o Botafogo.
O clube carioca respondeu que aceitaria negociar apenas se fosse
por Fabrício, Henrique ou Marquinhos Paraná. Os mineiros
descartaram e chegaram a colocar o meia Roger em pauta, mas o Alvinegro
não se mostrou interessado.
Muito se fala sobre o fato de você considerar
encerrar seu ciclo no Botafogo. Sair do clube é vontade sua?
Minha vontade é que todas as partes saiam
bem. Estou muito feliz e nunca pedi para ser negociado. Sou Botafogo
de coração. Fiquei chateado com o que li durante minha
viagem, pois venho tentando construir uma história bonita
no clube e há pessoas tentando destruí-la de forma
maldosa, com algumas palavras. Alguém está mentindo
para o torcedor.
Mas jogar a Libertadores pela primeira vez seria
algo que poderia fazer você pensar em defender o Cruzeiro?
Todo mundo quer jogar a Libertadores. Mas eu saio
apenas se for bom para mim, para o Botafogo e para o outro clube.
Ou então se o Botafogo disser que não conta mais comigo.
Mas agora que voltei de viagem é que vou saber o que é
verdade e mentira. Amanhã vou para Porto Alegre e conversarei
com meu empresário. Mas não falei com ninguém
do Botafogo. Por enquanto, a única coisa que sei é
que preciso me apresentar no dia 5 de janeiro.
Você terminou a temporada sendo vaiado em
algumas partidas no Engenhão. Teme que, com a saída
de Lucio Flavio, a pressão seja maior sobre os seus ombros?
Todo profissional tem altos e baixos. Sei que os
mais cobrados são os mais antigos. Em qualquer clube é
assim. Mas quem não suportar pressão é melhor
jogar em time sem torcida. Se eu for para outro clube grande, também
serei cobrado. Por isso, esse assunto não pesa. Sei que a
torcida do Botafogo tem grande carinho por mim. Você encontra
muitos fora do país e eles te carregam no colo.
As vaias sofridas no fim da última temporada
incomodaram?
Lógico que o objetivo é jogar bem
sempre e agradar o torcedor. Mas sei que não tive atuações
tão boas nas últimas partidas. Aliás, o Botafogo
criou uma grande expectativa nos torcedores, pois brigamos pelo
título. Acho que as vaias foram mais por isso. A torcida
ficou chateada, e nós jogadores também. Mas agora
quero descansar e recarregar as energias. Quando a temporada recomeçar,
vamos sofrer mais pressão já no Campeonato Carioca.
Após a negociação de Lucio
Flavio, o mais provável é que você seja o capitão
do Botafogo em 2011. Isso pesaria no momento de pensar em ficar
ou sair do clube?
Esse lado é sempre bom também. Na
final do Campeonato Carioca eu era o capitão, levantei a
taça e consegui entrar para a história do clube. Sou
um cara mais pacato, fico mais na minha. É satisfatório
ser o capitão, mas também não me importaria
se outro fosse o escolhido. Não tenho essa vaidade.
Fonte: Globoesportescom |