O
belo gol marcado infelizmente não foi o suficiente para que
o Botafogo conquistasse a vitória sobre o Cruzeiro. Mas um
dia depois do empate em 2 a 2 no Engenhão, Alessandro reuniu
a família para comemorar não apenas o aniversário
de 33 anos (completados nesta terça-feira), mas também
a boa fase. Elogiado por Joel Santana e aplaudido ao deixar o campo,
o lateral-direito vive um momento alto na sinuosa trajetória
de três anos pelo Alvinegro.
Uma fase tão boa ou, segundo sua avaliação,
melhor do que a vivida no Atlético-PR, pelo qual chegou à
Seleção Brasileira e conquistou o Campeonato Brasileiro
de 2001. Se hoje não tem o vigor físico de nove anos
atrás, Alessandro diz se beneficiar da experiência
para achar os atalhos do campo e lidar com críticas e elogios.
Ao lado da mulher, do filho João Vitor e dos pais, Alessandro
antecipa comomeração do aniversário de 33 anos.
Não tenho mais aquela velocidade, mas hoje conto com o posicionamento.
São situações diferentes, mas a experiência
tem sido importante, e por isso acho que estou num momento melhor
- avaliou.
O reconhecimento de treinador e torcida também
se estende a outros clubes. Pouco antes de completar seu sétimo
jogo pelo Botafogo no Brasileirão, Alessandro foi procurado
por um dirigente do Fluminense. Embora não tenha havido proposta
oficial, o Tricolor chegou a falar em dois anos de contrato e um
salário 30% superior ao recebido em General Severiano. O
lateral agradeceu, mas recusou.
Recentemente, Botafogo, Alessandro e seu procurador
avançaram nas conversas para a renovação de
contrato. Mesmo ainda faltando alguns detalhes, é praticamente
certo que o jogador permanecerá por mais um ano no clube,
garantindo, assim, maior longevidade de um relacionamento em quem
não faltam altos e baixos, mas no qual sobra carinho.
As propostas surgem quando o trabalho é bem
feito. Realmente houve esse contato do Fluminense, mas nunca tive
a intenção de deixar o Botafogo. Mesmo tendo sofrido
perseguição da torcida, estou muito feliz nesse clube.
Tenho um carinho enorme e não guardo mágoas. Se hoje
sou aplaudido, é porque dou sempre o máximo. Aqui
tenho a confiança do presidente, da diretoria, dos jogadores
e do treinador.
Joel Santana, aliás, é visto como
uma inspiração por Alessandro. Para ele, o treinador
é peça fundamental no bom momento do Botafogo em 2010,
principalmente por sua vontade inesgotável de vencer. A admiração
pelo comandante é recíproca.
Quando cheguei ao Botafogo, tinha faixa da torcida
e o Alessandro não podia jogar. Hoje está bem, o que
é bom para ele, pois é dedicado e comprometido. Pode
não ser brilhante, mas se doa ao clube. Está aqui
há muito tempo e conhece a história. Ele está
de parabéns, e o Botafogo também.
Os 33 anos que serão completados na véspera
do clássico contra o Vasco significam experiência,
mas também a proximidade do fim da carreira. Alessandro se
diz preparado, mas ainda garante ter motivação de
sobra para seguir mais alguns anos na profissão. E acredita
que os posicionamentos adotados em algumas partidas do Botafogo,
como a de zagueiro pela direita ou até mesmo de volante podem
estender sua trajetória.
Lógico que a posição de lateral
requer uma ótima condição física, mas
não adianta apenas correr e não produzir para o time.
De qualquer maneira, realmente acho que atuando como terceiro zagueiro
eu posso jogar mais um ou dois anos. Estou muito à vontade
em todas as posições - avaliou.
Pai de Marina, de 14 anos, João Vitor, de
2, e perto de receber Júlia, com nascimento previsto para
novembro, Alessandro espera fechar o ano sem deixar que a curva
da relação com a torcida caia. Ele sabe, entretanto,
que isso dependerá muito do desempenho do Botafogo na reta
final do Campeonato Brasileiro, mas mostra-se certo de que seu momento
favorável será também o de toda a equipe.
Superei muita coisa e atingi um momento que não
esperava que voltasse a viver na minha carreira. Cresço com
equipe e tenho a confiança de que no fim do ano, nós
e os torcedores comemoraremos juntos.
Fonte: Globoesportescom |