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Nesta semana, a Taça Guanabara é o principal objeto
de desejo de botafoguenses e flamenguistas, mas o responsável
pela criação do troféu é um corintiano.
O escultor Kiko Azevedo mora em Campinas e precisou de apenas 15
dias, entre a aprovação da idéia e os últimos
ajustes, para entregar a taça pronta à Federação
de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Ele também
já escolheu de que lado vai ficar na decisão do próximo
domingo, às 16h, no Maracanã:
- Mesmo sendo corintiano nunca sofri por time nenhum, mas percebi
que a paixão do carioca pelo futebol é bem maior que
a do paulista. Estive no Rio, no sábado passado, torci pelo
Botafogo e vou continuar assim - admite o artista, que, além
do Maracanã, fez um passeio pelo Centro, e ficou impressionado
especialmente com as esculturas da Praça Tiradentes.
A Taça Guanabara tem 42 centímetros de altura e é
banhada a prata. Kiko começou preparando o latão numa
chapa de pouca espessura de metal nobre, depois moldou o material
para que ficasse na forma escolhida, e, por fim, deu dois banhos
na taça, o primeiro de cobre e outro de prata. A Federação
avisa que não vai permitir que outros troféus sejam
entregues no gramado após a decisão, que deve contar
com o escultor nas arquibancadas.
- Costumo trabalhar no fim de semana, mas estou com muita vontade
de ir ao Rio ver o jogo. É bem provável que esteja
no Maracanã - diz.
A história de Kiko Azevedo como escultor de troféus
começou há 10 anos por causa da equitação
e do pedido de um amigo para criar uma taça para uma exposição
de cavalos.
- Meu trabalho era exposto principalmente em galerias de arte e
vendia a a maior parte das minhas peças para fora do Brasil.
Até que o presidente da Associação Brasileira
dos Criadores de Cavalo Quarto de Milha pediu que eu fizesse um
troféu em forma de cavalo para uma competição.
Depois fiz troféus para a Federação Eqüestre
do Rio de Janeiro e para a Confederação Brasileira
de Hipismo até ser chamado pela Ferj para atender a uma emergência
no início do ano passado.
Troféu do Campeonato Carioca é ainda mais especial
do que a Taça Guanabara. Kiko fez uma taça para um
torneio das categorias de base de última hora, e agradou.
A partir daí, ele fez os troféus para a segunda e
a terceira divisões do Rio; além do que será
entregue ao fim do atual Campeonato Carioca, que mede 57 centímetros
de altura, pesa 12 quilos, e é banhada a ouro. A Taça
Rio também já foi encomendada, mas ainda não
saiu do papel. Além disso, ele está conseguindo quase
um milagre para esta semana:
- O desafio era fazer a Taça Guanabara de juniores (a final
será no sábado entre Fluminense e Cabofriense, às
15h, no Luso-Brasileiro). Achei que não daria tempo, pois
precisava de uma gravação a laser competente para
que o troféu não fosse estragado. A empresa que costumo
usar disse que não conseguiria fazer isso até sexta,
mas conversamos e chegamos a um acordo. Vou entregar o troféu
nesta terça em São Paulo, busco na sexta e sigo para
o Rio - conta.
Kiko mantém um atelier em Campinas, onde vende suas esculturas.
No entanto, ele conta que o seu trabalho mais comum não são
as taças esportivas, e sim brindes corporativos.
Fonte: Globoesportes.com
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