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O placar de 3 a 2 fez o Botafogo tirar alguns pesos das costas.
A vitória sobre o Atlético-PR, nesta quarta-feira,
no Engenhão, além de levar a equipe às oitavas
de final da Copa Sul-Americana, representou o fim de um jejum de
dez confrontos sem um triunfo, sendo que cinco em casa. Além
disso, foi o primeiro resultado positivo do time sob o comando de
Estevam Soares, após nove jogos. E como não poderia
deixar de ser, tudo na base do sofrimento.
Na próxima fase da Copa Sul-Americana, o Botafogo vai enfrentar
o Emelec, do Equador, ainda este mês: dia 23, no Engenhão,
e dia 30, fora de casa. A classificação também
representará a premiação de pouco menos de
R$ 200 mil por parte da organização do torneio.
Desde o momento em que a bola rolou, o clima era de velório
na arquibancada, com a torcida em silêncio, num claro sinal
de tensão. Mas em campo, o Botafogo pouco fazia para motivar
o público. Com as pernas presas, os jogadores se mostravam
estáticos, sem movimentação e com erros primários
nos passes até de dois metros. Desorganizada, a equipe não
mostrava qualquer sinal de esquema tático.
Por isso, mesmo sem quatro titulares – todos poupados –
o Atlético-PR começou melhor, aproveitando-se do desespero
adversário. A equipe exercia forte marcação
na saída de bola do Botafogo, forçando o erro de passe.
Em eventuais chutões e cruzamentos, o Alvinegro chegava mais
perto do gol, como num lance em que reclamou de um pênalti
em André Lima, que teria sido empurrado por Manoel dentro
da área.
Sem muito esforço, o Atlético abriu o placar aos
32 minutos, depois que Wesley recebeu lançamento pelo lado
esquerdo, driblou Alessandro facilmente e chutou forte, fazendo
1 a 0. Neste momento, a tensão da arquibancada transformou-se
em ira, com xingamentos ao lateral-direito alvinegro, a Castillo
e à diretoria do Botafogo. O gol só piorou o desempenho
da equipe em campo, acentuando os erros infantis. Em determinado
momento, os jogadores pareceram exagerar nas quedas próximas
à área, apostando nas cobranças de Lucio Flavio
e Juninho.
E assim, foi numa jogada isolada que o Botafogo conseguiu empatar
a partida aos 45 minutos. Após cruzamento na área,
Reinaldo subiu para cabecear e foi derrubado por Bruno Costa. Desta
vez, o árbitro assinalou o pênalti, e Lucio Flavio
cobrou. Para aumentar a dose de sofrimento, a bola ainda tocou na
trave esquerda de Galatto antes de balançar a rede.
Na volta do intervalo, Estevam Soares substituiu o perseguido Alessandro
por Thiaguinho, que mostrou mais velocidade. Logo aos dois minutos,
o Botafogo voltou a reclamar de um pênalti, desta vez em cima
de Jônatas, que demorou a chutar para o gol. Mas foi novamente
o Atlético-PR que começou melhor, se aproveitando
dos muitos espaços e da falta de organização
da defesa alvinegra.
Alternâncias no placar
Mas se não havia jeito de ser superior na técnica,
a solução era não desistir de lutar. Dessa
forma, aos trancos e barrancos, o Botafogo alcançou a virada,
aos 15 minutos. Depois de uma investida de Lucio Flavio dentro da
área, a bola sobrou para Gabriel, que tocou para o fundo
da rede, fazendo 2 a 1. Victor Simões, que se preparava para
entrar, teve de voltar ao banco de reservas por ordem de Estevam
Soares.
O Atlético continuou a insistir no ataque. Sempre explorando
os muitos espaços deixados pela defesa, a equipe visitante
teve grande chance aos 17 minutos, quando Wallyson recebeu, e mal
marcado por Wellington, chutou para fora, mesmo frente a frente
com Castillo. O Botafogo respondeu logo depois, mas Reinaldo demorou
a chutar e foi travado por Manoel.
Reinaldo tenta passar pela marcação Apesar da vontade,
as deficiências técnicas do Botafogo acabaram prolongando
o sofrimento. O Atlético tocou com facilidade até
Nei receber com liberdade dentro da área e chutar. A bola
passou por entre as pernas de Castillo, e o Furacão chegou
ao empate, aos 36 minutos.
Mas o Botafogo não desistiu e chegou à vitória
dois minutos depois. Lucio Flavio cobrou falta dentro da área,
André Lima desviou, e Wellington completou para o gol. Já
nos acréscimos, Victor Simões entrou livre e perdeu
um gol feito ao acertar a trave, antes do apito final. Apesar do
sofrimento, os alvinegros saíram bem mais leves do Engenhão.
Fonte: Globoesportes.com
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