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Loco Abreu confessou não ter visto com surpresa
o seu nome entre os 26 pré-selecionados pelo técnico
do Uruguai, Oscar Tabárez, para a disputa da Copa do Mundo
de 2010. Por isso, antes mesmo de a lista ser divulgada, levou toda
a família para o posto de saúde, onde tomaram a vacina
contra a febre amarela, necessária para o desembarque na
África do Sul. O atacante do Botafogo faz questão
de estar junto dos familiares na disputa do Mundial mesmo sabendo
que, aos 33 anos, está atrás na corrida na disputa
com Suárez e Forlán na disputa por uma vaga de titular
da Celeste.
Mas isso não diminui sua emoção.
Abreu, que disputou a Copa de 2002, destacou a evolução
da seleção do Uruguai nos últimos quatro anos,
mas reconhece que seu país não pode criar muitas expectativas
em relação à campanha. Para o atacante, a dificuldade
de enfrentar França, África do Sul e México
na primeira fase será grande e, por isso, acredita que o
melhor é pensar num compromisso de cada vez. O jogador se
apresentará na próxima segunda-feira, desfalcando
o Botafogo por mais de um mês.
Qual foi sua reação ao ver seu nome
entre os 26 pré-selecionados do Uruguai?
Foi muito diferente de 2002, quando tinha 24 anos.
Naquela oportunidade o nervosismo foi grande, mas agora sabia que
seria difícil ficar fora, esperava apenas a confirmação.
Ainda aguardo estar na lista definitiva, mas fico feliz por seguir
nesse processo. Alguns ex-jogadores da seleção dizem
que disputar um Mundial é o mesmo que receber o diploma de
jogador profissional. Por isso, quero aproveitar muito, pois é
uma oportunidade que pouquíssimos têm.
Qual foi a importância do Botafogo para que
sua posição na seleção uruguaia fosse
ratificada?
O Botafogo faz o seu melhor para que o jogador esteja
bem fisicamente. Além disso, pude conquistar três taças
em cinco meses, e o Uruguai acompanhou tudo. Agradeço a Deus
por ter tomado a decisão de vir para o Botafogo.
Que expectativa foi criada no Uruguai em relação
à campanha na África do Sul?
O mais importante é que o Uruguai jogue como
indica a sua história. Ficamos afastados dos primeiros lugares,
e existe a necessidade de voltemos a ser uma seleção
forte. Para o nosso povo, voltar ao Mundial é muito legal.
Quando o atual treinador chegou, em 2006, nós éramos
um sparring para as outras seleções que disputavam
a competição. Mas quando o trabalho é feito
com disciplina e mentalidade ganhadora, fica difícil não
conseguir o objetivo. Mas agora é um novo desafio, e devemos
pensar passo a passo, levando a próxima partida como a mais
importante.
Joel Santana, seu treinador no Botafogo, comandou
a África do Sul até pouco tempo. Chegou a pegar algumas
dicas para transmitir à comissão do Uruguai, já
que a seleção da casa está no mesmo grupo da
primeira fase?
Nós conversamos muito sobre futebol, e a
verdade é que no início eu não entendia bem
o português, mas agora estou bem (risos). Já enfrentei
a África do Sul num amistoso pelo Botafogo e pude ter uma
boa ideia da tática utilizada pelo Parreira. Além
disso, a comissão técnica do Uruguai vem observando
todos os nossos adversários.
Na sua opinião, quais são as seleções
favoritas ao título da Copa do Mundo de 2010?
Brasil e Espanha são os principais candidatos,
e não pela tradição, mas pelo que vêm
jogando. O Brasil tem muitos feras e pode escolher entre muitos
craques.
Você acredita que pode disputar a vaga de
titular com Luis Suárez, do Ajax (Holanda), e Diego Forlán,
do Atlético de Madri (Espanha)?
Vivo a realidade. Se nada de estranho acontecer,
eles serão os titulares. Então, cabe a mim colaborar
com eles, ajudar o time. Quem está fora precisa transmitir
a química positiva e esperar o momento certo. Além
disso, eles estão arrebentando na Europa, então tudo
bem. Ruim seria ser reserva de dois jogadores fracos (risos).
Fonte: Globoesportescom |