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O Botafogo deve anunciar nesta segunda-feira a saída de
Ney Franco. Uma reunião do treinador com dirigentes do clube,
antes da reapresentação do elenco (marcada para as
15h30m, em General Severiano), pode selar a demissão do treinador,
que chegou ao Alvinegro em julho do ano passado.
O domingo foi um dia de muitas conversas entre os dirigentes. Mesmo
sem ter havido unanimidade, eles chegaram à conclusão
de que o momento é de trocar o comando da equipe, que perdeu
por 1 a 0 para o Atlético-PR, no Engenhão, no último
sábado, ficando cada vez mais perto de voltar à zona
de rebaixamento.
Por respeito ao treinador, o Botafogo preferiu não finalizar
os contatos para a contratação de um novo profissional.
Isso será feito apenas depois do anúncio oficial da
saída de Ney Franco. No entanto, já existem favoritos,
e eles são Vagner Mancini, Waldemar Lemos e Cuca, todos atualmente
desempregados.
Embora Ney Franco seja querido no Botafogo, chegou-se ao consenso
de que ele não teria mais clima para permanecer em General
Severiano. Isso ficou claro para alguns dirigentes depois que André
Lima descumpriu as ordens do treinador e cobrou o pênalti,
função de Lucio Flavio, na partida do último
sábado. O atacante desperdiçou o chute, e o Alvinegro
foi derrotado em casa.
Nos últimos dois meses, altos e baixos no comando do time.
Em entrevista à TV Brasil, na noite deste domingo, Ney Franco
não falou abertamente que está fora do clube, mas
admitiu a possibilidade de começar a semana se despedindo
do elenco. Ao mesmo tempo em que defendeu a sua permanência
no cargo, não escondeu o respeito que tem pela diretoria
do Glorioso, consequentemente por suas decisões.
Existe a possibilidade de dispensa, mas não posso falar
em injustiça. Preciso entender o momento do clube, e os resultados
sempre são avaliados. Se a diretoria entender que não
são satisfatórios por causa do trabalho do treinador,
eu vou entender. Só que eu estou motivado, e trabalhar no
Botafogo é importantíssimo. Um novo treinador pode
chegar e, por não conhecer o elenco, durar três ou
quatro rodadas. Em alguns casos a mudança até dá
certo. Sei que o elenco é bom, e a decisão está
com a diretoria. Se achar que o certo é trocar, então
tem de trocar.
O discurso de Ney não é diferente daqueles que já
frequentaram o noticiário do GLOBOESPORTE.COM. No dia 27
de junho, com o time na zona de rebaixamento e antes de ser goleado
pelo Goiás no Engenhão, o técnico ressaltou
que tinha a confiança do presidente, Mauricio Assumpção,
e que estava num clube de pessoas sérias. Em 11 de julho,
às vésperas de completar um ano no comando da equipe,
ele fez uma avaliação de todo o seu trabalho - "de
qualidade", segundo ele.
A análise de Ney foi validada pela diretoria dois dias depois,
quando o Botafogo derrotou o Avai na Ressacada. Depois da decisão
de manter o técnico, era o momento da comemoração
pela volta dos bons resultados. No dia 24 do mesmo mês, antes
da vitória sobre o Internacional, a segunda do Alvinegro
em casa, o treinador afirmou ser o melhor nome para dirigir o futebol
botafoguense, descartando também qualquer possibilidade de
o time ser rebaixado - o que acabou voltando à pauta com
a derrota para o São Paulo. A montanha-russa do Botafogo
na era Ney Franco terá um novo (e provavelmente definitivo)
capítulo nesta segunda-feira.
Fonte: Globoesportes.com
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