A
ideia inicial do departamento médico é que Marcelo
Mattos seja liberado daqui a 15 dias, após sofrer grave torção
no joelho esquerdo. O volante está em fase final de recondicionamento
físico, após quase um mês parado. Mas Joel Santana
pensa em antecipar seu retorno, e os números mostram que
há fortes razões para isso. Afinal, a última
vez em que o jogador esteve em campo foi exatamente o dia da última
vitória alvinegra no Campeonato Brasileiro.
Depois dos 2 a 0 sobre o São Paulo, no dia
12 de setembro – quando Marcelo Mattos se machucou e deixou
o campo ainda no primeiro tempo –, o Botafogo disputou sete
partidas, com seis empates e uma derrota. Desde o primeiro jogo
do volante como titular (contra o Atlético-MG) até
o dia de sua lesão, o Alvinegro somou seis vitórias
e um empate.
O impacto da saída de Marcelo Mattos também
se reflete na defesa do Botafogo. Enquanto o volante atuou pela
equipe, o Alvinegro sofreu apenas dois gols (0,25 de média)
e teve 79% de aproveitamento dos pontos disputados. Sem o volante,
além do jejum de vitórias, são 12 gols sofridos
(1,7 de média) e apenas 28,5% de aproveitamento.
O jogador lembra que infelizmente não vem
sendo o único desfalque do Botafogo e, por isso, não
é procedente associar a queda do time à sua ausência.
No entanto, lembrou que se a apreensão de Joel Santana é
grande, sua angústia é ainda maior.
Para mim é apenas uma coincidência,
mas algo que significa muito. Meu trabalho foi muito facilitado
pelos jogadores de defesa que estavam ao meu lado. O Botafogo sofreu
muitos desfalques, e se apenas eu tivesse saído, com certeza
a equipe seguiria vencendo. Minha ansiedade tem sido muito grande,
tanto que não consigo assistir aos jogos. Nem pela televisão.
Fico abatido por saber que não posso ajudar - disse.
O objetivo de Marcelo Mattos é contrariar
a previsão mínima inicial de retorno, estipulada em
seis semanas, e voltar a jogar em cinco. Assim, o volante se diz
motivado para enfrentar o Fluminense, dia 17, no Engenhão.
Contra o Palmeiras, neste domingo, ele acredita que dificilmente
será possível.
Posso até ir lá, mas acabaria tirando
a perna numa dividida. É melhor ter um outro jogador inteiro
do que eu meia-boca. Ainda sinto receio em colocar o pé,
fico me protegendo. Aos poucos o joelho está se fortalecendo
e ganhando firmeza. Durante a próxima semana vou fazer um
exame e, disputando um coletivo, saberei melhor quais são
minhas condições - explicou.
Fonte: Globoesportescom |