Sucesso de Elkeson é motivo de comemoração
de dirigentes do Bota.

Internamente, departamento de futebol comemora
vitória em 'clássico nos bastidores' após
pressão sofrida pela falta de reforços.
A eliminação da Copa do Brasil
nas oitavas de final deu ao Botafogo a possibilidade de ter
26 dias até a estreia no Brasileirão para reforçar
a equipe. No entanto, à medida que as tentativas eram
frustradas, crescia a pressão da torcida por mudanças
no departamento de futebol. Mas o primeiro nome apresentado,
apenas no dia 25 de maio, viria a ser aquele que se mostraria
decisivo para a boa campanha do Alvinegro no início
da competição. Assim, a contratação
de Elkeson – confirmada após uma vitória
sobre o Fluminense em clássico travado nos bastidores
– passou a ser motivo de orgulho e comemoração
internas.
A negociação foi difícil.
Mas ainda mais complicada porque, ao mesmo tempo, o Botafogo
investia de forma sigilosa para contratar Renato, do Sevilla.
Assim, no momento em que a equipe de Caio Júnior deixava
Porto Feliz rumo ao Rio de Janeiro, após cinco dias
de pré-temporada, o gerente de futebol Anderson Barros
(que foi motivo de um abaixo assinado na internet promovido
por torcedores pedindo sua saída do clube) se deslocava
a São Paulo. Em um dia, se encontrou com empresários
para fechar os últimos detalhes das duas negociações.
Enquanto o Fluminense buscava Elkeson acertando
os números com seu procurador, Antônio Gustavo,
o Botafogo se cercava pelos dois outros lados da triangulação.
Além de conseguir o aval do Vitória, o clube
entrou em acordo com o empresário Giuliano Bertolucci,
representante do Benfica, detentor de parte dos direitos econômicos
do meia. Mas mesmo assim, o Alvinegro demorou a ter certeza
de que garantiria a sua primeira contratação
para o Campeonato Brasileiro. Ainda que contasse com os recursos
da Companhia de Participações Esportivas (CPE),
fundo de capital fechado gerido pelo clube.
- Numa questão de horas, as possibilidades
de concretização do negócio iam de 0
a 95. Mas nossos principais méritos nessa questão
foram paciência e persistência. Como o Botafogo
mostrou-se sempre presente, apenas monitorávamos a
concorrência - lembrou um integrante da diretoria alvinegra.
No dia em que Elkeson foi apresentado em General
Severiano, desembarcavam na Espanha o empresário de
Renato, Cláudio Guadagno, e um advogado do escritório
de Marcos Motta. A missão era finalizar o acordo para
garantir a contratação de Renato, que defendia
o Sevilla há sete anos. Driblando a concorrência
do Santos, o Alvinegro carioca anunciou em 26 de maio a sua
maior transação de 2011.
- Nós apanhamos como poucos. Mas tudo
o que planejamos foi executado. Apesar da pressão que
sofríamos, não adiantava contratar apenas para
dar uma resposta às reclamações da torcida.
E quando ouvimos o jogador dizer que fez a escolha certa,
temos a certeza de que fizemos um bom trabalho - comemorou
um membro do departamento de futebol do Botafogo, lembrando
que o jogador já marcou quatro gols em seis partidas
disputadas.
Desde Elkeson e Renato, o Botafogo já
apresentou o volante Léo, o meia Felipe Menezes, o
zagueiro Gustavo e o atacante Alexandre Oliveira. Além
disso, chegou a um acordo com o Panathinaikos para a aquisição
em definitivo de Marcelo Mattos, com o qual vai firmar vínculo
de três anos de duração.
Fonte: Globoesportescom