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Com um time composto por dez reservas, o Botafogo apostou na motivação
como combustível para conquistar um bom resultado diante
do Atlético-PR, na Arena da Baixada. E pode-se dizer que
o objetivo foi alcançado. As duas equipes ficaram no 0 a
0 no jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana, disputado
nesta quarta-feira, na Arena da Baixada, em Curitiba.
O confronto de volta acontecerá no dia 16, no Engenhão,
e quem vencer se classifica para enfrentar o Emelec, do Equador,
nas oitavas de final. Novo empate em 0 a 0 leva a decisão
para os pênaltis, e, caso haja igualdade com gols, o time
paranaense segue na competição.
Poucas chances de gol.
A torcida que encheu a Arena da Baixada procurou fazer a sua parte,
mas, dentro de campo, o Atlético não pressionou o
Botafogo da forma esperada. A equipe da casa usava a velocidade,
mas não mostrava a inteligência necessária para
criar chances reais de gol. A maior parte delas acontecia tirando
proveito dos erros alvinegros.
O Botafogo mostrava clara falta de entrosamento, o que acentuava
os erros de passe. A equipe mostrava uma postura firme, correndo
muito e marcando bem os ataques do Atlético. No entanto,
pecava no momento de atacar, com os jogadores se precipitando quando
chegavam próximos da área adversária.
Com esse panorama, foram poucas as chances claras de gol. A melhor
delas foi do Atlético, aos 31 minutos, quando Alex Mineiro
recebeu fora da grande área, passou por Eduardo e mandou
uma bomba. Flávio voou em seu ângulo esquerdo para
defender. O goleiro, aliás, mostrou personalidade na primeira
etapa, mostrando segurança a uma defesa que dava muitos espaços.
Nos acréscimos, Laio perde grande chance para o Botafogo.
O Atlético voltou para o segundo tempo disposto a exercer
a pressão não conseguiu fazer nos primeiros 45 minutos.
Mas o Botafogo continuava apostando nos contra-ataques e se posicionava
bem defensivamente. Logo no início da segunda etapa, Estevam
Soares lançou Thiaguinho, substituindo Léo Silva,
que além de atuar improvisado na lateral direita, estava
pendurado com o cartão amarelo.
Com o passar dos minutos, os reservas do Botafogo foram sentindo
a falta de ritmo de jogo e mostrando cansaço. Com dores na
coxa direita, Gabriel precisou ser substituído. A marcação
alvinegra caiu de rendimento, e o Atlético-PR passou a ter
mais espaços para chegar ao ataque. No entanto, o time da
casa continuava a mostrar pouca objetividade, sem criar muitas chances
de perigo.
E foi do Botafogo a primeira grande chance da segunda etapa, aos
31 minutos. Após uma troca de passes, Renato recebeu cruzamento
de Victor Simões pela esquerda e cabeceou. A bola passou
rente ao travessão do goleiro Galatto. Neste momento, a equipe
carioca tinha a postura clara de valorizar a posse de bola e, quando
possível, retardar o andamento da partida.
Nos minutos finais, entre pedidos de raça e gritos de incentivo,
o Atlético-PR pressionou o Botafogo, mas quem teve a grande
oportunidade da partida foi o Botafogo. Aos 47 minutos, Jônatas
deixou Laio frente a frente com Galatto, mas o atacante desperdiçou,
chutando em cima do goleiro. Era mesmo noite de 0 a 0.
Fonte: Globoesportes.com
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