Mesmo
na véspera de uma partida decisiva, pouco se falou do adversário.
O tema mais abordado por Joel Santana em sua entrevista coletiva
após o treino desta terça-feira foi seu cargo. Ou
melhor, o futuro dele em caso de novo tropeço no River Plate-SE,
nesta quarta-feira, pelo jogo de volta da primeira fase da Copa
do Brasil. Há 13 meses no comando do Botafogo, o treinador
mostrou-se insatisfeito ao ser perguntado se sentia-se ameaçado
no caso de uma eliminação precoce.
No futebol a gente não sabe o que pode acontecer.
É estranho, porque nesse tempo todo, bastou o Botafogo perder
um jogo para que fosse criada uma situação. Jamais
vou ficar preocupado em perder o emprego. O que é colocado
na conta do treinador é algo que precisa ser pensado. Por
isso ele tem que ganhar bem, porque ninguém quer dividir
a conta. Dizem que é uma situação normal, mas
e seu ganhar o jogo e disser que quem não vai ficar sou eu?
Serei tachado de mercenário e vão dizer que abandonei.
A verdade é que no início de 2011,
aumentou o desgaste da relação entre Joel Santana
e alguns jogadores. Antes do treino desta terça, ele conversou
com o grupo por cerca de 15 minutos. Em seguida, o elenco teve um
rápido papo a sós, sem a presença do técnico.
O comandante, entretanto, rechaçou qualquer problema de relacionamento
e lembrou que as especulações terão fim quando
a equipe se acertar novamente e voltar e vencer.
Estou no Botafogo por sentimento, não por
dinheiro. Se fosse assim, já teria saído. Tenho boa
relação com todos e se sair, deixo a porta encostada.
Estou sem alguns jogadores importantes e com poucas peças
de reposição, isso tudo precisa ser levado em consideração.
As coisas no futebol são assim: questão de acerto.
Nesse início de temporada está todo mundo dando topada
- frisou.
Fonte: Globoesportescom |