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O
volante Leandro Guerreiro, um dos mais experientes do elenco do
Botafogo, é um dos jogadores do atual elenco que estavam
na final do Carioca de 2007, contra o Flamengo. Apesar da vantagem
conseguida pelo Fla depois da vitória por 1 a 0, ele não
perde a confiança no título. Conquista que, segundo
o atleta, teria um sabor especial de superação para
ele e o Alvinegro.
Querido pelos torcedores e muito identificado com o Bota, Guerreiro
disse que sua história se assemelha com a do clube, de luta
e dificuldade.
O que o Botafogo tem que fazer diferente do que fez na
primeira partida da final?
Temos que ter outra atitude. Só nos resta vencer, é
o único resultado que nos interessa. Sabemos que o time não
jogou o que vinha jogando.
Qual foi o principal erro da equipe na sua visão?
Os números mostraram que o Flamengo ganhou mais a segunda
bola e dominou o meio-de-campo. É ali no meio que a equipe
ganha uma partida. Quando o time ganha mais a segunda bola, acaba
não correndo muitos riscos.
Nas entrevistas, dá para perceber que o discurso dos alvinegros
é de total confiança no título...
Um passa a confiança para outro, temos consciência
de que não tem nada perdido.
Nunca consegui nada fácil na minha carreira, e o Botafogo
é parecido com a minha vida.
O Cuca disse que ainda não tem o time na cabeça para
a final. Acredita que terá outra oportunidade de iniciar
a partida como titular? Já se sente 100% fisicamente depois
dos quatro meses parado por causa do problema no púbis?
Não sei se vou ser titular, mas estou me preparando para
jogar. Neste momento de decisão, todos têm que estar
preparados para o caso de o Cuca precisar. Acho que chego para esta
partida bem melhor condicionado, é o meu quinto jogo desde
que retornei da lesão. Esta "folga" veio no melhor
momento possível. Vou dar tudo dentro de campo, é
a final, temos que esquecer qualquer tipo de problema.
Já se acostumou com a função de terceiro
zagueiro pelo lado esquerdo?
A primeira final era um jogo-chave para eu ver como ia me sair,
mas acabou que joguei pouco tempo nesta posição por
causa da substituição. Pegar um atacante para mim
não é problema, só fico um pouco torto na hora
do apoio.
Um título em cima do Flamengo teria um sabor especial
para este grupo?
Sair de um resultado negativo para um positivo daria um gosto especial
para nossa conquista. Nunca consegui nada fácil na minha
carreira, e o Botafogo é parecido com a minha vida.
Quais foram os problemas mais complicados que já
enfrentou durante a sua carreira?
Comecei no Internacional, e sai de lá um pouco mal. Fui
para o Guarani, depois fui para o Salernitana, da Itália.
Dei azar do time falir e não pagar os salários. Os
jogadores foram todos liberados, aí acabei ficando três
meses desempregado. Surgiu o convite do Criciúma, não
era o que eu imaginava, sair da Itália para a Série
C do Brasil. Acabei indo para o Criciúma e fui campeão.
O Botafogo me observou e acabei vindo para cá. Aqui no clube,
também passei por momentos difíceis. O pior dele foi
a eliminação para o River Plate, na Sul-Americana.
Fonte: Globoesportes.com
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